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20 dicas de Português para você arrebentar.

Outro dia estava conversando com um amigo com dificuldades em redação. Na verdade, ele estava me pedindo dicas de regras de português e gramática para tentar uma vaga num dos muitos concursos públicos que vai prestar este ano. Eredação para concurso é eliminatório.
Aí comecei a me enrolar. Verificando matérias como regência e concordânciaverbal, percebi que eu também estava cometendo muitos erros bobos em expressões do dia-a-dia.
E para ajudar você e o meu amigo que vai fazer concurso público, resolvi listar os20 erros mais comuns de português e dicas para escrever corretamente.
Dica 1- Uso de “A” ou “HÁ”
O HÁ indica tempo que já passou, como no exemplo: “Eu parei de fumar há algum tempo”.
O A indica o tempo que ainda vai passar, como no exemplo: “Daqui a alguns anos, eu morrerei”.
Dica 2 – Uso de “A CERCA DE”, “HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”
A CERCA DE indica distância, como na frase “Trabalho a cerca de 10 quilômetros da minha casa”;
HÁ CERCA DE indica tempo aproximado, como no exemplo “Te conheço há cerca de 20 anos”
ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE, como no exemplo “Na reunião falamosacerca de seu desempenho”.
Dica 3 – Uso de AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A
AO ENCONTRO DE é utilizado em uma situação favorável, como na frase “Sua oferta vai ao encontro de minhas expectativas. Aceito!”
DE ENCONTRO A indica uma situação de oposição, como no exemplo “Seus interesses vão de encontro aos meus. Não dá certo!”
Dica 4 – Uso de “AFIM” ou “A FIM”
AFIM é um adjetivo que passa a idéia de igualdade, semelhança, afinidade. Exemplo: “Somos amigos pois temos idéias afins”
A FIM é o mesmo que “para”, e indica finalidade. Exemplo: “Saí na balada a fim dediversão”
Dica 5 – Uso de “AO INVÉS DE” ou “EM VEZ DE”
EM VEZ DE indica substituição, como no exemplo: “Coma verduras e legumes em vez de frituras para ter uma boa saúde”.
AO INVÉS DE apresenta idéia contrária, uma oposição. Por exemplo: “Você deve falar ao invés de só escutar”
Dica: se está na dúvida, use a expressão EM VEZ DE, já que pode ser utilizada em qualquer situação, em qualquer sentido.
Dica 6 – Uso de “AO NÍVEL DE” ou “EM NÍVEL DE”
AO NÍVEL DE significa “à mesma altura”, como no exemplo “A cidade do Rio de Janeiro fica ao nível do mar, enquanto Brasília é mais alto”
EM NÍVEL DE é o mesmo que “no âmbito de” e indica escopo. Exemplo: “A decisão foi tomada em nível de direção, não cabe recurso”
Dica: por favor, aprenda que não existe a expressão “a nível de” como muitos gostam de falar por aí.
Dica 7 – Uso de “AONDE” ou “ONDE”
AONDE é utilizado com verbos que indicam movimento, como na frase “Aondeestamos indo?”
ONDE é utilizado com verbos estáticos, como em “Onde está a minha carteira?”
Dica: o termo “onde” é utilizado para se referir a espaços físicos, como em “A salaonde ficará a equipe”. NUNCA utilize frases do tipo “O item da proposta onde é tratado o assunto…”. O correto seria “O item da proposta em que é tratado este assunto…”
Dica 8 – Uso de “A PRINCÍPIO” ou “EM PRINCÍPIO”
EM PRINCÍPIO é o mesmo que “em tese”, “de um modo geral”, como na frase “Em princípio, achei você uma pessoa muito legal”
A PRINCÍPIO significa “começo”, “início”, como na frase “A princípio, achei você uma pessoa muito legal. Mas depois percebi que me enganei.”
Dica 9 – Uso de “DEMAIS” ou “DE MAIS”
DEMAIS pode ser usado como advérbio de intensidade no sentido de “muito”, e também como pronome indefinido no sentido de “outros”. Como na frase “A situação deixou os demais candidatos chateados demais!”
DE MAIS é o oposto de “de menos” e são sempre referidos a um substantivo ou pronome. Exemplo: “Existem candidatos de mais para eleitores de menos“.
Dica 10 – Uso de “EM FACE DE” ou “FACE A”
Não existe a expressão “FACE A” na língua portuguesa. Dessa forma, apenas é permitido utilizar a expressão EM FACE A. Exemplo: “Em face do aumento do dólar, não vou viajar para o exterior”
Dica 11 – Uso de “DENTRE” ou “ENTRE”
ENTRE é utilizado nos casos em que o verbo não exige a preposição de, como no exemplo: “Entre as pessoas desta sala, tenho mais chance.”
DENTRE já tem o uso mais limitado. Significa “no meio de” e é fruto da união da s preposições de + entre. Mas para que esta união ocorra, o verbo precisa exigir a preposição de. Veja exemplos:
Ex 1 – “Ele ressurgiu dentre as pessoas” – quem ressurge, ressurge de algum lugar. Neste caso, de onde? De entre as pessoas, ou do meio das pessoas.
Ex 2 – “Os músicos saíram dentre as primeiras filas” – quem sai, sai de algum lugar. De onde? Do meio das primeiras filas
Dica 12 – Uso de “ESTE”, “ESSE” ou “AQUELE”
Os pronomes demonstrativos ESTE, ESSE e AQUELE precisam de um pouco de atenção no seu uso, cujas diferenças recorrem ao espaço em relação às três pessoas do discurso, o tempo verbal e a proximidade com os termos da oração.
- Pronome ESTE
  • Espaço: Indica o que está próximo da pessoa que fala – “Esta proposta é excelente!”
  • Tempo: atual – “Esta semana ligarei para você.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais próximo – “Joana e Angélica estiveram aqui. Esta (Angélica) é mais inteligente.”
- Pronome ESSE
  • Espaço: indica o que está próximo da pessoa com quem se fala – “Essedesafio vai mexer com você!”
  • Tempo: passado próximo – “Casei em 2006. Nesse ano meu filho nasceu.”
  • Proximidade com Termos: refere-se à idéia mais mencionada – “Leia o Minha Gestão. Esse site é fantástico.”
- Pronome AQUELE
  • Espaço: indica o que mais distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala – “Aquela proposta que perdeu era muito ruim!”
  • Tempo: passado distante – “Os carros daquela época eram muito melhores.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais distante – “Me formei em duas faculdades, medicina e direito. Aquela (medicina) foi muito mais difícil.”
Dica: o pronome este também pode indicar uma idéia que ainda vamos mencionar, como no exemplo: “Vamos debater este assunto: ganhar dinheiro.”
Dica 13 – Uso de “HAJA VISTA” ou “HAJA VISTO”
HAJA VISTA é a única expressão correta, pois neste contexto a palavra “vista” é invariável. Mas o verbo “haver” admite concordância com o substantivo a que se refere.
- Ex 1: “Haja vista o ocorrido, não irei trabalhar”
- Ex 2: “Hajam vista os acontecimentos, não irei trabalhar”
Dica: como a expressão “Haja Visto” não existe, deve-se dar a preferência ao uso da forma invariável HAJA VISTA.
Dica 14 – Uso de “MAIS”, “MAS” ou “MÁS”
MAIS é utilizado tanto como advérbio de intensidade – “Eu sou mais bonito que você” – como pronome indefinido – “Eu quero mais amor”.
MAS é uma conjunção adversativa e indica oposição, como no exemplo: “Eu saí,mas não cheguei lá”
MÁS é um adjetivo, e utilizado como antônimo de “boas”: “As más ações levam você para o inferno”
Dica 15 – Uso de “MAU” ou “MAL”
MAU é o oposto de “bom”, como no exemplo: “Eu sou mau. Vou para o inferno”
MAL é o oposto de “bem”, como no exemplo: “Ele fala muito mal“
Dica 16 – Uso de “POR” ou “PÔR”
POR é preposição: “Por favor, reze por mim”
PÔR é verbo, o mesmo que “colocar”: “Vou pôr o livro sobre a estante”
Dica 17 – Uso de “POR QUE”, “PORQUE”, “POR QUÊ” ou “PORQUÊ”
O uso dos porquês não é tão simples, precisa de um pouco de atenção. Para facilitar o seu entendimento, podemos usar o eficiente mecanismo de substituição:
Usa-se o POR QUÊ se puder substituir por “por qual motivo”, como no final da frase “Você me odeia tanto por quê?”
Usa-se o PORQUÊ se puder substituir por “o motivo”, como na frase “Não seiporquê tenho que estudar tanto!”
Usa-se o POR QUE se puder substituir por “por que motivo”, como na frase “Eu seipor que você não me liga mais!”
Usa-se o PORQUE se puder substituir por “porquanto”, como na frase “Não viporque sou cego.”
Dica 18 – Uso de “SE NÃO” ou “SENÃO”
SE NÃO é o mesmo que “caso não”, como na frase “Se não dormir mais cedo, vou acordar mais tarde”
SENÃO é o mesmo que “do contrário”, como na frase “Eu estava dormindo, senãoatenderia”; ou o mesmo que “a não ser”, como na frase “Não faço outra coisasenão amar você”
Dica 19 – Uso de “TÃO POUCO” ou “TAMPOUCO”
TÃO POUCO é o mesmo que “muito pouco”, como no exemplo “Ganho tão poucoque não dá nem pro cafezinho”
TAMPOUCO é o mesmo que “também não”, como no exemplo “Não comi a saladatampouco a sobremesa”
Dica 20 – Uso de “TODO” ou “TODO O”
TODO indica “qualquer”, como na frase “Todo homem gosta de futebol”; ou é o mesmo que “muito”, como no exemplo “Fiquei todo molhando andando na chuva”
TODO O significa “inteiro” ou “total”, e pode ser observado no exemplo “Todo ojantar foi servido e consumido”

Fonte: Cariocanocerrado.com

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Aprendendo a gramática da nossa língua materna

TAXADO ou TACHADO ?
1o) TAXADO vem de taxa (=tributo):
“A venda destes produtos foi TAXADA pelo governo.”
2o) TACHADO significa “acusado, considerado, qualificado, rotulado”:
“Ele foi TACHADO de ladrão.”

FLUIDO ou FLUÍDO?
“Minha dúvida é em relação à pronúncia da palavra FLUIDO, uma vez que não tem acento. Como se pronuncia corretamente? Com a sílaba tônica no “u” ou no “i”?”
1º) A palavra FLUIDO (= sem acento) é um substantivo. Devemos pronunciá-la com a sílaba tônica no “u”:
“Nesta casa, eu sinto bons FLUIDOS.”
“Acabou o FLUIDO do velho isqueiro do meu avô.”
2º) A palavra FLUÍDO (=com acento agudo no “i”) existe, mas é verbo. É o particípio do verbo FLUIR:
“Nos seus discursos, as palavras têm FLUÍDO com incrível facilidade.”
“A água tinha FLUÍDO pelo cano.”

De segunda à ou a sexta-feira?
O certo é “de segunda a sexta-feira”.
Não ocorre a crase porque não há artigo definido. Nesta frase, nós nos referimos a qualquer segunda-feira (=usamos apenas a preposição “de”) e a qualquer sexta-feira (=só existe a preposição “a”).
Se nos referíssemos a uma determinada segunda-feira e a uma determinada sexta-feira, haveria artigo definido e, consequentemente, ocorreria a crase: “O curso vai da próxima segunda à sexta-feira”.
A dica é a seguinte: “de…a (sem crase)”; “da…à (crase)”.
Observe outros exemplos:
“A reunião vai das 2h às 4h.”
“A reunião vai durar de duas a quatro horas.”
“Leia da página 5 à 10.”
“Leia de cinco a dez páginas por dia.”
“São alunos da 5a à 8a série.”

ACONTECE ou ACONTECERÁ?
“Os verbos não se conjugam mais no tempo futuro? Veja as redações abaixo: 1a) Do dia 9 a 14 de agosto ACONTECE em São Paulo a Feira Internacional; 2a) O evento, que é bianual, ACONTECE em São Lourenço.”
O leitor tem razão. Embora não seja erro, virou moda usarmos o verbo no presente como se fosse futuro. O melhor é usar o verbo no futuro: “A feira ACONTECERÁ…”, “O evento ACONTECERÁ…”
Agora, pior que usar o tempo presente como futuro é a chatíssima repetição do verbo ACONTECER. Nada mais SE REALIZA, tudo acontece. É um modismo a ser evitado. Sua excessiva repetição traduz pobreza vocabular.

COM ou CONTRA?
É frequente ouvirmos: “Brasil joga hoje à tarde COM a Holanda.”
O leitor tem alguma razão. O Brasil deve jogar CONTRA a Holanda.
É bom lembrar o velho exemplo do tênis:
1a) Se Guga vai jogar COM  Meligeni, teremos um jogo de duplas.  Guga e Meligeni vão jogar juntos, vão formar uma dupla.
2a) Se Guga vai jogar CONTRA Meligeni, teremos um jogo de simples. Guga e Meligeni serão adversários.

Um dos que FOI ou FORAM…?
Leitor quer saber: “Robinho é um dos que FOI CONVOCADO ou FORAM CONVOCADOS pelo técnico da nossa seleção?
Leitor me alerta: “Várias gramáticas e manuais de redação dizem: Quando o sujeito é o relativo QUE precedido da expressão UM DOS…, o verbo pode concordar na 3a pessoa do singular ou do plural, indiferentemente.”
Eu também pensava assim, mas hoje estou convencido que devemos usar o verbo sempre no plural. Você diria que “Robinho é um dos jogadores CONVOCADO”? É lógico que não. Se “Robinho é um dos jogadores CONVOCADOS”, devemos dizer que “Robinho é um dos que FORAM COVOCADOS pelo técnico da nossa seleção”.
O meu raciocínio é o seguinte: dentre os jogadores que FORAM CONVOCADOS para a seleção, Robinho é um deles.
Observe outro exemplo. Ninguém diria que “Lucas é um dos jogadores mais batalhador”. Se ele é um dos mais BATALHADORES, é porque “Lucas é um dos jogadores que mais BATALHAM”.
Portanto, adjetivo e verbo no plural.

Fonte: Prof. Sérgio Nogueira

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Português para CONCURSOS: Dúvidas frequentes.

FUI ou FOMOS ao jogo eu e o meu filho?
Rigorosamente, “FOMOS ao jogo eu e o meu filho”. O sujeito (=eu e o meu filho) é composto e corresponde a “nós” (=1ª pessoa do plural).
Entretanto, quando o sujeito composto aparece posposto (=depois do verbo), é aceitável que se faça o que se chama concordância atrativa (=o verbo concorda com o núcleo do sujeito mais próximo). Isso significa que “FUI ao jogo eu e o meu filho” também é aceitável.
Portanto, estão corretas as duas concordâncias: “PASSARÃO o céu e a terra” ou “PASSARÁ o céu e a terra”.
Leitor pergunta: “Jornal de grande circulação de São Paulo publicou entrevista de ex-ministro na qual teria dito: Quem conduziu…foi o PSDB e eu. Não seria … fomos o PSDB e eu?”
Eu também prefiro a segunda opção: “…fomos nós (=o PSDB e eu)”. Mas isso não significa que o verbo no singular concordando somente com o PSDB esteja errado. É a tal concordância atrativa.

Uso de estrangeirismos
O uso de palavras estrangeiras na língua portuguesa não é assunto que possa ser tratado com tanta simplicidade como alguns imaginam.
Meus leitores bem sabem que não sou um purista, do tipo que rejeita qualquer “estrangeirismo”. Entretanto, sou contra a invasão dos “modismos” e dos “exageros desnecessários”.
Quanto a este assunto, eu me considero um moderado. Já expus o meu pensamento aqui, mas não custa repetir:
1o) Toda vez que surgir a necessidade de usarmos uma palavra ou expressão estrangeira, devemos buscar uma forma equivalente em português. Em vez de “beach soccer”, podemos usarfutebol de areia. Por que “dar o start” ou “startar”, se podemos iniciar ou começar?
2o) Se a tradução não “funciona”, devemos tentar o “aportuguesamento”: contêiner, estressado, futebol, blecaute, bufê…
É lógico que sempre haverá casos discutíveis: correio eletrônico ou e-mail, xampu ou shampoo?
3o) Caso a tradução e o aportuguesamento “fracassem”, só nos resta aceitar o termo estrangeiro na sua forma original: software, marketing, impeachment, réveillon…
Leitores desta coluna pedem espaço para expor suas ideias:
“As companhias telefônicas mencionam na propaganda ligações de longa distância. Isso é tradução literal do inglês. No Brasil essas ligações são conhecidas como “interurbano”. Na televisão dizem que ‘nossas operadoras esperam sua ligação’ quando o termo usual no Brasil é “telefonista”. Estamos perdendo nosso idioma.”
Outro leitor nos escreve: “Algumas pessoas têm a mania idiota e colonizada de encher suas frases e discursos de termos e expressões em inglês (…) Costumam se justificar dizendo que ‘em inglês fica mais conciso, preciso. Quando me dizem isso, peço logo para verterem para o inglês a frase Era uma vez um velhinho… Em português são 5 palavras e 23 caracteres (inclusive os espaços). Em inglês, Once upon a time there was a little old man… 10 palavras e 44 caracteres.”
Concordo em parte com os leitores. Não há necessidade alguma de substituirmos as “velhas” telefonistas pelas “modernosas” operadoras. Também prefiro o tradicional interurbano, mas vamos botar um pouquinho de pimenta no assunto, para tornar a discussão mais gostosa: a expressão ‘ligação de longa distância’ não estaria sendo usada num sentido mais genérico, para englobar o DDD e o DDI?
Mais leitores se manifestam:
“Pude constatar, em algumas páginas portuguesas na Internet, o uso de “páginas domésticas” em vez de “homepage”, confirmando assim a xenofobia que ocorre em Portugal…”
“Foi uma surpresa ao me deparar com as traduções de nomes estrangeiros em Portugal. Já pude perceber há bastante tempo, desde meus primeiros dias de Internet. (…) “Grid de largada” lá é “Grelha de partida”. O piloto Mika Hakkinen nesceu em Helsínquia, na Finlândia. E que tal a tradução de “mouse” para “rato”, referindo-se a um dos principais acessórios de qualquer PC hoje em dia?”
Para nós brasileiros, o problema torna-se maior quando o termo estrangeiro já está consagrado. A substituição fica muito difícil. Não acredito que “páginas domésticas”, “grelha de partida” e “rato” venham a ser usados no Brasil.
“Os portugueses criticam duramente o fato de usarmos o termo “bonde” (de origem inglesa) para designarmos o que aqui se chama de um “eléctrico”. No entanto, usam calmamente termos tais como “tablier” (do francês) para designar o painel de automóvel, “mable” (do inglês) para designar um tipo de sofá, além das citadas “impeachment”, “shopping center”, “talk show”…
Tudo isso prova que não devemos ser radicais. Podemos valorizar a língua portuguesa, mas sem xenofobia.
Duro mesmo é caminhar no calçadão da praia de Ipanema no Rio de Janeiro, com toda aquela beleza que Deus lhe deu, e repentinamente encontrar um tal “Muscle Beach”. Será que uma “musculação na praia” não faria o mesmo sucesso?  
Fonte: G1/Eduação /Prof. Sérgio Nogueira

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Português: Dúvidas frequentes. Demais ou De mais?


Demais ou de mais?
a) De mais significa demasiado, a mais. É o oposto de "de menos".
Ex. Ela é bonita de mais.
Ele come de mais, por isso está gordo!
Está calor de mais para o meu gosto.

b) Demais pode significar:
1. além disso, de resto
Ex. Chega de conversas; demais, dói-me a cabeça

2. os outros, os restantes
Ex. A Maria e os demais alunos não tiveram aulas.

http://emportuguescorrecto.blogs.sapo.pt
Fonte: 

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Dicas de Português. Usando o pronome Cujo


O uso do pronome CUJO
Muita gente quer saber onde está o dito “cujo”.
Caro leitor, não se assuste nem fique imaginando “coisas”. A verdade é que recebi dezenas de mensagens querendo “notícias” do pronome relativo CUJO.
Tenho um colega que costuma dizer que o pronome CUJO é um ser “semimorto”. Segundo ele, só existe na língua escrita. Todos entendem o sentido de uma frase em que apareça o pronomeCUJO, mas ninguém se lembra dele na hora de falar.
Isso se comprova na fala do brasileiro. Observe a si mesmo e depois me diga se não é verdade. Você falaria, por exemplo, no seu dia a dia, uma frase do tipo “Estava falando com o vizinhoCUJO filho foi contratado pelo Flamengo”?
Acredito que todos entenderiam a frase, mas que dificilmente seria usada na fala coloquial. Na verdade, a presença do pronome CUJO caracteriza o uso formal da língua portuguesa. Praticamente só é usado na linguagem escrita.
O curioso, entretanto, é que todos ou quase todos entenderiam a frase, ou seja, que “eu estava falando com o vizinho e que o Flamengo contratou o filho desse vizinho”.
Vamos, então, responder concretamente às perguntas do leitores:
1o) Só podemos usar o pronome CUJO quando existe uma relação de “posse” entre o antecedente e o substantivo subsequente. O “vizinho cujo filho” significa “o filho do vizinho (=o filho dele, o seu filho)”.
2o) Jamais usamos artigo definido entre o pronome CUJO e o substantivo subsequente. Falar “vizinho cujo o filho” está errado. O pronome CUJO sempre concorda em gênero e número com o subsequente: “vizinho CUJA FILHA, CUJOS FILHOS, CUJAS FILHAS“.
3o) O pronome relativo CUJO deve vir antecedido de preposição, sempre que a regência dos termos da 2ª oração exigir:
“Este é o vizinho DE cujo filho ninguém gosta.”
(O verbo GOSTAR é transitivo indireto = GOSTAR DE alguma coisa – “Ninguém gosta DO filho do vizinho”)
“Este é o vizinho EM cujos filhos todos confiam.”
(CONFIAR EM = “Todos confiam NOS filhos do vizinho”)
“Este é o vizinho A cujos filhos fizemos mil elogios.”
(=”Fizemos mil elogios AOS filhos do vizinho”)
“Este é o prefeito COM cujas ideias não concordamos.”
(=”Não concordamos COM as ideias do prefeito”)
“Este é o prefeito CONTRA cujas ideias sempre lutamos.”
(=”Sempre lutamos CONTRA as ideias do prefeito”)
Você está achando tudo muito estranho? Que o CUJO é muito feio?
Tudo bem, eu respeito a sua opinião. Mas não esqueça: nem tudo que é feio ou estranho está errado.

INTERVIR ou INTERVIER?
Não devemos confundir o INFINITIVO dos verbos (=INTERVIR) com o FUTURO DO SUBJUNTIVO (=INTERVIER).
Use o seguinte “macete”:
Quando o verbo vier antecedido de preposições (=A, DE, PARA…), use o INFINITIVO:
“Ele foi obrigado A INTERVIR no caso.”
“Ele foi proibido DE INTERVIR no caso.”
“Ele tomou esta decisão PARA INTERVIR no caso.”
Quando o verbo vier antecedido das conjunções (=SE ou QUANDO) ou do pronome QUEM, use oFUTURO DO SUBJUNTIVO:
“SE o presidente INTERVIER no caso, poderá haver protestos.”
“QUANDO o presidente INTERVIER no caso, o problema será
solucionado.”
“QUEM não INTERVIER no caso será duramente criticado.”
Leitor aponta um erro jornalístico:
“O partido tem uma histórica dissidência de 20 votos, que poderá se ampliar, sobretudo na bancada de Minas Gerais, se o governador não intervir nas discussões”.
O leitor tem razão. O certo é “…SE o governador não INTERVIER nas discussões”.

Quando eu VIR ou VER?
Leitor quer saber qual é a forma correta: “Quando eu VIR ou VER uma amiga, falarei com ela.”
A presença da conjunção subordinativa temporal QUANDO indica que devemos usar o verbo VERno FUTURO DO SUBJUNTIVO. E aqui está o problema: VER é INFINITIVO. O FUTURO do SUBJUNTIVO do verbo VER é:
Quando eu VIR, tu VIRES, ele VIR, nós VIRMOS, vós VIRDES e eles VIREM.
Portanto, o certo é: “Quando eu VIR uma amiga, falarei com ela.”
Observe outros exemplos:
“SE vocês VIREM a verdade, ficarão surpresos.”
“Devolverei o documento, QUANDO nos VIRMOS novamente.”

Dedicação A ou À você?
Leitor quer saber a minha opinião a respeito da crase na frase de uma antiga propaganda: “Casas XYZ. Dedicação à você e respeito ao Brasil…”
Antes de “você”, jamais haverá crase, pois não há artigo definido.
Eu tenho respeito “a você”, e as Casas XYZ prometem “dedicação a você”.
Fonte: G1/prof.Sérgio Nogueira

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