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[Leia] Adriano (Imperador) é o maior goleador brasileiro da última Década (2001/2010)

Adriano, do Corinthians, no Pacaembu (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)Adriano pode se transferir para o futebol árabe
(Foto: Globoesporte.com)
O atacante Adriano, do Corinthians, é o maior goleador brasileiro na última década (2001-2010) de acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O jogador é o 15º na lista mundial, que tem Van Nistelrooy, do Málaga, como líder. O holandês, que jogou por Manchester United, Real Madrid e Hamburgo, acumula 86 gols, um a mais que o francês Henry. O terceiro goleador é o marfinense Drogba, do Chelsea, com 83.
Luis Fabiano, do São Paulo, aparece na 17ª posição com 57 gols. Ronaldinho Gaúcho é o 26º, com 54 gols - mesmo número do português Cristiano Ronaldo. A surpresa é o angolano Flavio da Silva Amado, que é o sexto artilheiro da última década com 73 gols, superando nomes conhecidos como Raúl, David Villa e Shevchenko.
A IFFHS levou em conta os gols marcados nos jogos pelas seleções nacionais nas fases finais de torneios olímpicos, no mundial de clubes, competições continentais de times nacionais, supercopa continental das federações e confrontos oficiais entre os respectivos clubes campeões continentais.
Confira a lista dos goleadores:
1. Ruud van Nistelrooy (Holanda) - 86 gols

2. Thierry Henry (França) - 85
3. Didier Drogba (Costa do Marfim) - 83
4. Miroslav Klose (Alemanha) - 81
5. Samuel Eto'o (Camarões) - 79
6. Flávio da Silva Amado (Angola) - 73
7. Dimitar Berbatov (Bulgária) - 71
8. Raúl González (Espanha) - 71
9. David Villa (Espanha) - 68
10. Andrey Shevchenko (Ucrânia) - 68
14. Jared Borgetti (México) 58
15. Adriano (Brasil) - 58
17. Luis Fabiano (Brasil) - 57
25. Diego Forlán (Uruguai) 54
26. Ronaldinho (Brasil) - 54
27. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 54

Fonte: G1.com/globoesporte

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Quadro clínico do técnico Ricardo Gomes permanece estável na UTI


Pouco mais de oito horas após o término da cirurgia emergencial à qual foi submetido, o quadro de Ricardo Gomes permanece o mesmo. O estado do técnico do Vasco é grave, mas estável. Ele segue internado em coma induzido na UTI do Hospital Pasteur, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e respira com auxílio de aparelhos. Por volta de 10h (de Brasília), Ricardo será reavaliado pela equipe de médicos para ter uma posição mais concreta e definir os próximos passos.
Alguns exames deverão ser refeitos com o objetivo de avaliar a evolução da cirurgia emergencial, realizada pelo médico José Antônio Guasti. O procedimento teve como meta principal estancar a hemorragia e reestabelecer a circulação do sangue no cérebro de Ricardo Gomes, que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral). As possibilidades são muitas e até mesmo uma nova intervenção cirúrgica não foi descartada. Um novo boletim oficial deve ser divulgado no fim da manhã desta segunda-feira.
Felipe chega ao Hospital Pasteur para visitar Ricardo Gomes (Foto: Rafael Cavalieri/GLOBOESPORTE.COM)
)
O meia Felipe, que esteve no hospital na noite de domingo, voltou ao local por volta das 7h desta segunda.  Ele não revelou maiores detalhes do quadro. Disse apenas que outros jogadores devem ir ao hospital depois do treino, marcado para 10h em São Januário.
- O Ricardo é uma pessoa muito querida, um amigo que fiz, e o momento é de oração e torcida. Vim prestar meu apoio novamente e seguimos na torcida para que ele volte o mais rapidamente possível - comentou.
O treinador, de 46 anos, vai permanecer no hospital, no mínimo, entre oito e dez dias. De acordo com Clóvis Munhoz, chefe do departamento médico do Vasco, o lado do cérebro afetado pela hemorragia foi o direito, com um edema maior do que dois centímetros (considerado importante) e está relacionado aos movimentos de braço e perna e também à fala.
info AVC / AVE Ricardo Gomes - 5 (Foto: ArteEsporte)
Entenda o caso
O comandante vascaíno se sentiu mal por volta dos 20 minutos do segundo tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, neste domingo, no Engenhão. Ele foi levado, inicialmente, para o centro médico do estádio, e, em seguida, encaminhado para o hospital.
Clóvis Munhoz explicou que a hemorragia provocou um grande coágulo na região temporal do cérebro. A cirurgia foi feita para retirada deste sangue coagulado, reduzindo a pressão cerebral. No momento em que aconteceu a hemorragia, a pressão arterial do treinador era de 19 por 12. O normal é 12 por 8.
Para Clóvis, o que aconteceu com Gomes neste domingo não é uma consequência do primeiro AVC sofrido pelo técnico em fevereiro de 2010, quando treinava o São Paulo.
- Ele estava confuso, agitado. Achou que poderia ser igual ao que houve no ano passado. Mas não tem nada a ver - garantiu.
Já o vereador Marco Aurélio Cunha, médico e dirigente do São Paulo na época do primeiro AVC de Ricardo Gomes, diz que os casos podem ter relação.
- Naquele primeiro episódio, é como dizer que ele teve um pequeno vazamento e agora um rompimento. Aqui no São Paulo foi uma coisa bem mais simples. Saímos do jogo, existia o sintoma e fomos para o hospital. Fez os exames, passou a noite internado, fiquei com ele o tempo inteiro na companhia do Sanchez (José Sanchez, médico do São Paulo). O Ricardo não chegou a perder a consciência. Um caso pode não ser decorrência do outro, são episódios diferentes, mas não podemos deixar de juntar um ao outro. Ele ficou bem daquele primeiro, mas sempre fica uma marquinha e passa a ter um risco maior do que tinha antes. Aquele foi simples, esse é grave. Estou bastante chateado pois ele é um cara fantástico, um cara único.
Marco Aurélio Cunha ainda destacou que o treinador cruzmaltino lhe contara que seu pai faleceu em decorrência do mesmo problema.
Fonte: Globoesporte.com

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Flamengo tem novo atacante: Jael, o 'Cruel'


Jael (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jael fez boa campanha pela Lusa no Paulistão
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O atacante Jael, de 22 anos, vai reforçar o Flamengo. O jogador pertence ao grupo Energy Sports, está vinculado ao Mogi Mirim, mas estava na Portuguesa por empréstimo até o fim do ano. Ele será emprestado ao Rubro-Negro por uma temporada. No início da noite desta segunda-feira, ele confirmou o contato do clube carioca para contratá-lo e aguardava a definição do caso.
- Seria uma grande oportunidade, uma chance de ouro de demonstrar o que sei fazer no clube de maior torcida do Brasil. Estou feliz pelo reconhecimento. Se der certo, pretendo desempenhar o que fiz no Bahia, no ano passado, e na Portuguesa, durante o Paulista e em alguns jogos no Brasileirão da Série B deste ano – disse, por telefone.
Da passagem por Salvador, Jael, que carrega o apelido de cruel, tem lembranças apenas dos gols e dos bons jogos em 2010. No início deste ano, após agredir o então gerente de futebol André Araújo, o atleta foi dispensado da equipe baiana. Ficou sem clube e aterrisou semanas depois no Canindé com a missão de substituir o lesionado Dodô.

No Paulistão, foi bem, fez gols e chegou com a Portuguesa às quartas de final. No início de junho, o atacante foi julgado pelo STJD e pegou cinco jogos de suspensão na Série B. Foi punido por ter desferido um soco em um jogador do Paraná Clube, em jogo realizado no dia 24 de maio, em Curitiba.
Diante da possibilidade de jogar no Rubro-Negro, ele se anima. Principalmente pela companhia de Ronaldinho Gaúcho.
- Já imaginei como seria. É um sonho de criança. Quando ele estava no Barcelona, pensava como seria jogar com ele.
Jael tem passagens por Criciúma, Atlético-MG, Cruzeiro e Goiás. Fora do país, defendeu o Kalmar, da Suécia.
Por: Janir Júnior e Richard Souza
www.globoesporte.com

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Agora é oficial: Alex Silva assina com o Fla por três anos


Depois de um longo período de negociação, o Flamengo oficializou a contratação do zagueiro Alex Silva, de 26 anos. Nesta segunda-feira, ele firmou contrato com clube por três temporadas. O Rubro-Negro adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador junto ao Hamburgo-ALE por  € 2,5 milhões (cerca de R$ 5,5 milhões). A outra metade pertence aos empresários Sérgio Malucelli e Juan Figger, que têm sociedade sobre os direitos econômicos do atleta.
- Estou feliz demais com este acerto, feliz por vestir o manto sagrado. Foi um acordo bom para os dois lados, mas hoje ninguém está mais feliz do que eu. Venho para ajudar o Flamengo a ficar ainda mais forte e ser novamente campeão brasileiro. Sou guerreiro e vencedor. Tenho isso no meu espírito e isso contagia os jogadores. Estou com bastante saudade de jogar futebol. Não via a hora de assinar esse contrato e voltar à rotina de treinos, reencontrar os companheiros. Estou louco para ver a torcida e fazer história. O Flamengo é muito grande.   
Alex Silva São Paulo (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Mesmo depois de sair do São Paulo, Alex Silva manteve a forma (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)
Alex passou o fim de semana no Rio e vinha treinando sob a orientação de profissionais do clube. Na manhã desta terça-feira, ele vai trabalhar pela primeira vez no Ninho do Urubu. À tarde, terá o primeiro contato com o grupo e será apresentado. Na quinta passada, Pirulito afirmou que precisaria de pelo menos 15 dias para estrear. 
"Hoje, ninguém está mais feliz do que eu. Venho para ajudar o Flamengo a ficar ainda mais forte e ser novamente campeão brasileiro. Sou guerreiro e vencedor. Tenho isso no meu espírito e isso contagia os jogadores."
Alex Silva
- Desde sábado eu tenho treinado. Foram dois períodos no sábado, fiz um trabalho específico na praia no domingo e hoje academia. Estou me sentindo muito bem, acordei bem nesta segunda-feira. Creio que este prazo irá se cumprir. Vamos ver como vai ser com bola, tempo de bola é algo que você pode perder um pouco.
Alex ainda não sabe que número vai usar na camisa. A 3 é de Welinton, enquanto Angelim usa a 4.
- Não escolhi número, não me importo com isso. O que eu quero é vestir essa camisa e jogar com muita raça, ajudar o Flamengo a vencer.
Caso o prazo do zagueiro se confirme, ele poderá estrear contra o Cruzeiro, dia 3 de agosto, em Sete Lagoas-MG, ou no dia 6, contra o Coritiba, no Engenhão.

Por:Janir Júnior e Richard Souza/globoesporte.com

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Direitos econômicos X Direitos federativos: Entenda cada um.


Nos últimos dias o mercado tem andado meio movimentado, pelo menos no ramo da boataria e das informações desencontradas.
Houve quem dissesse que o Flamengo iria comprar a parcela do Cruzeiro dos direitos econômicos de Kleber, para apressar ou mesmo concretizar sua contratação. Bobagem.
Há quem diga que o clube vai comprar ou vender metade ou outro percentual dos direitos federativos de um atleta. Sem chance, essa possibilidade não existe.
Vamos, então, dar uma olhada básica, bem sumária, sobre esse tema. E já aviso: tem uns “engenheiros jurídicos” que parecem capazes de dar nó em pingo-d’água e tem uns teretetês por aí que eu, sinceramente, desconheço. Então, vamos ao básico, mesmo.

O direito federativo
Direito federativo é único e só pode ser detido por um clube devidamente registrado – ou seja, nenhum empresário, agente, grupo econômico ou qualquer outra coisa que não seja um clube de futebol, em dia com as federações da vida, pode ter direito federativo de algum atleta. Devido ao seu caráter único, não cabe, em momento algum, dizer que “o clube X é dono de y% dos direitos federativos do atleta Fulano”. Se, mesmo assim, alguém falar em percentual, um clube sempre terá 100% dos direitos federativos de um atleta. Consequentemente, o plural “direitos federativos” só se aplica se estivermos falando de dois ou mais jogadores.
Querem ver a prova disso:
Imaginem que o Corinthians compra 50% dos direitos federativos de Carlitos Tevez e os outros 50% fiquem com o Manchester City. Os dois clubes teriam direito a inscrever o jogador, na CBF e na FA. E o pobre Carlitos teria que comprar um caça supersônico aposentado – da USAF ou, mais facilmente, da Força Aérea Russa – como um Mig 23, por exemplo, devidamente desarmado e com o espaço das armas tomado por combustível, e usá-lo quase uma vez por dia, para poder cumprir os compromissos cá e lá.
Meio que sem chance, não?
Outro ponto importante: direito federativo, ao contrário do antigo passe, não é eterno, ele tem a duração do contrato assinado entre o atleta e o clube. Findo esse prazo, o jogador está livre para procurar outro emprego.
E se o jogador estiver emprestado?
A mesma coisa: o clube que recebeu-o emprestado terá o direito federativo, ou seja, 100%, desse atleta, durante o prazo ce seu contrato com o clube onde joga emprestado. Para ficar claro: um jogador é emprestado a outro por 6 ou 12 meses. Primeiro, isso é possível porque seu contrato com o clube que detém seu direito federativo tem uma duração superior à do contrato ou empréstimo ou, pode acontecer, idêntica. Se o contrato do atleta tem validade de mais 24 meses, digamos, ele pode jogar em outro clube por qualquer período inferior ou no máximo igual a esse.
Direito federativo, portanto, é uma coisa efêmera, mera decorrência de um contrato de trabalho entre um atleta e um clube. Findo o contrato, finda a figura do direito federativo, que voltará a existir no momento em que o atleta assinar outro contrato com outro ou com o mesmo clube.
Por fim, direito federativo só pode ser negociado de um clube para outro. Isso já ficou claro no texto, mas não custa ressaltar.
Adendo: a Multa Rescisória
Ela é sempre alta, mesmo para clubes brasileiros.
Como diz o nome, ela é uma penalidade financeira para quem rescinde um contrato de forma unilateral. Há algumas controvérsias, mas o caminho mais correto e menos sujeito a interpelações judiciais é o clube interessado repassar o dinheiro da multa à parte interessada em rescindir o contrato, o jogador, e este pagar a multa e ficar liberado para assinar compromisso com o outro clube. Claro, que isso numa situação de conflito (como já aconteceu). De maneira geral, chega-se a um acordo civilizadamente, e o interessado paga o valor total da multa e parte com seu novo contratado em busca do “felizes para sempre”.

Os direitos econômicos
Opa, a primeira diferença já aparece no título: direitos econômicos – no plural, porque mais de uma entidade pode deter os direitos econômicos de um atleta.
Se o direito federativo só existe enquanto existir um contrato, o direito econômico só existirá se um atleta for negociado de um clube para outro durante a vigência de seu contrato. É essa transferência que dá “vida” ao direito ou direitos econômicos.
Para ficar claro, vamos pegar um exemplo concreto: o affaire Kleber/Palmeiras/Flamengo/Cruzeiro.
O Cruzeiro negociou a transferência do atleta para o Palmeiras. Provavelmente, devido ao valor não ser o desejado, o clube das Alterosas e o da Pauliceia concordaram que, em caso de transferência do atleta 50% dos direitos econômicos aí gerados seriam do Cruzeiro. Em termos práticos, o Cruzeiro não tem poder algum sobre o jogador ou sobre o Palmeiras, nada, exceto no caso do Palmeiras negociá-lo. Nesse caso, o clube mineiro terá direito à metade do valor do negócio.
E se o Kleber se aposentar no Palmeiras? Ou sofrer um acidente?
Bom, não conheço o contrato, mas ele pode ou não ter uma cláusula de compensação para o Cruzeiro, algo como: se o atleta não for negociado nos próximos x meses, caberá à Sociedade Esportiva Palmeiras o pagamento de um valor indenizatório ao Cruzeiro Esporte Clube no total de y reais. outra cláusula que os podem ou não ter acertado é o valor mínimo de transferência ou um valor mínimo para essa complementação do negócio para o Cruzeiro.
Quanto ao risco de um acidente e um encerramento precoce de carreira, é possível, mas não sei se provável, que haja um seguro cobrindo ambos os clubes.
E a história que o Flamengo compraria a parte do Cruzeiro? Se verdadeira, e duvido que seja, seria inócua. O clube poderia comprar até mesmo os direitos econômicos da parte do Palmeiras e nada aconteceria, a menos que o alviverde cedesse, por contrato, seus direitos federativos sobre o atleta.

Os parças dos direitos econômicos
Parece que “parça” está na moda, não? Então, vamos a eles, os parças que usufruem dos direitos econômicos.
O primeiro, e já bastante comum, é o próprio atleta. Jogadores jovens, principalmente, de repente fazem sucesso, chamam a atenção e têm contratos com baixos valores de multas, além, é claro, de baixos salários. Nesse momento, os clubes correm e oferecem novos contratos, com salários maiores e, o que de fato importa, multas contratuais altíssimas.
Ora, jogador não é bobo e empresário menos ainda. Nessa circunstância, o primeiro item a ser negociado é “quantos porcento vão ficar pro meu garoto?” e só depois vem o salário. Dessa forma, é comum um atleta jovem ser dono de 30% dos direitos econômicos de sua futura transferência. É, também, bastante comum que ele venda uma parte desse percentual para seu empresário, recebendo dinheiro vivo que vai para a compra de uma casa para os pais, um carrão zero para ele y otras cositas más. Vejam, por exemplo, o caso de Paulo Henrique Ganso: 45% de seus direitos econômicos são do Santos, outros 45% do DIS e 10% do próprio atleta.
Empresários também são donos de parcelas de direitos econômicos, embora a FIFA tenha algumas restrições. Dependendo da pobreza da família do atleta e de suas necessidades imediatas, não é incomum um empresário adiantar meio milhão de reais ou mesmo um milhão em troca de 10, 15, 20% dos direitos econômicos do atleta, que muitas vezes irão se transformarem 3, 4, 5 ou mais milhões de reais.
Há também empresas no negócio, como parece ser o caso da Unimed e agora do banco patrocinador de mais de dez clubes da Série A. Nos dois casos, mas principalmente no caso do banco, temos uma mistura de papeis que, ao menos na minha visão, deveria gerar muita preocupação.

É isso.
O passe, felizmente, acabou, foi jogado no lugar de onde nunca deveria ter saído: a lata de lixo. Sua existência moldou o mundo da bola por décadas e décadas. Prendeu jogadores, enriqueceu clubes que empobreceram ainda mais do que enriqueceram. Há, ainda, quem lamente sua extinção. É quase como lamentar o fim da escravidão, guardadas as proporções devidas.
O jogador hoje tem liberdade para trabalhar onde quiser. Sua obrigação é cumprir o contrato. Porém, como bem sabemos, contratos são sujeitos a pressões e mudanças. Pode não ser bom, mas é assim que é.
Compete aos clubes melhorarem suas gestões e acompanharem com mais atenção e rigor tudo que se passa com seu principal patrimônio depois da torcida: os seus jogadores.

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Futebol: Otimista e em silêncio, Fla espera fim da novela Kleber até terça-feira


kleber palmeiras treino (Foto: Piervi Fonseca / Agência Estado)Kleber não jogou contra o Santos neste domingo
(Foto: Piervi Fonseca / Agência Estado)
O Flamengo segue otimista no acerto com Kleber. O clube, porém, quer que a negociação, que ganhou ares de novela, seja definida nos próximos dias. A resposta do atacante deve sair até terça-feira. O fato de o jogador ter desfalcado o Palmeiras neste domingo, diante do Santos, injetou ainda mais ânimo na cúpula de futebol rubro-negro.
Os dirigentes, porém, evitam comentar o assunto para não atrapalhar a negociação. Além de declarar que a decisão estava nas mãos de Kleber, a presidente Patricia Amorim tem repetido o mantra de que só anuncia jogador "quando estiver fechado". A dirigente monitora as negociações, que estão sendo conduzidas pelo vice-presidente de finanças do Flamengo, Michel Levy. Vanderlei Luxemburgo deu seu aval técnico para a contratação do atacante, mas acompanha as conversas como mero espectador.
Kleber já está ciente do salário que o Flamengo está disposto a oferecer, cerca de R$ 600 mil, quantia que soma quase o dobro do que recebe no Palmeiras. Um parceiro ainda não divulgado poderá ajudar o Rubro-Negro na negociação.
Segundo declarações de Patricia Amorim durante a semana, o valor oferecido para que o Palmeiras libere o jogador gira em torno de R$ 7 milhões.
Diariamente, dirigentes do Fla recebem notícias de pessoas ligadas a Kleber dando conta da vontade do jogador em acertar com o Flamengo. A negociação, inclusive, começou depois de a cúpula do Rubro-Negro ter recebido a informação de que o atacante queria deixar o clube paulista.

Fonte: Globoesporte.com

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Definidos os mandos de campo das quartas de final da Copa do Brasil

Em sorteio realizado na tarde desta quinta-feira na sede da CBF, foram definidas as datas, os horários e as ordens de mando de campo para os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil.
O Palmeiras, que ainda não tem adversário definido, decidirá a classificação em casa. Quem vencer entre Coritiba e Caxias, será o mandante do jogo de ida. Na primeira partida das oitavas de final, o campeão paranaense, título conquistado de forma invicta e antecipadamente, venceu o time gaúcho por 4 a 0.
O Flamengo receberá o Ceará para a primeira partida do duelo das quartas de final no Rio de Janeiro. A vaga nas semifinais será decidida no Ceará. Porém, o estádio ainda não está definido. Em obras e ainda sem o aval do Ministério Público, o Presidente Vargas é uma opção, caso consiga ser liberado a tempo. O presidente do Vozão, no entanto, cogita mandar o jogo de volta para Horizonte.
São Paulo e Avaí terão jogo de ida no estado paulista, e a volta em Santa Catarina. Já o Vasco vai a Curitiba para enfrentar o Atlético-PR para, em seguida, decidir a vaga na próxima fase no Rio de Janeiro.
Jogos de ida:
04/05
21h50m - São Paulo x Avaí – Morumbi
21h50m - Atlético-PR x Vasco – Arena da Baixada

05/05
19h30m - Coritiba ou Caxias x Palmeiras – no Paraná ou Rio Grande do Sul
21h50m - Flamengo x Ceará - Engenhão

Jogos de volta:

11/05
21h50m - Ceará x Flamengo – a definir
21h50m - Palmeiras x Coritiba ou Caxias – Pacaembu

12/05
19h30m - Vasco x Atlético-PR – São Januário
21h50m - Avaí x São Paulo – Ressacada

Fonte: Globoesporte.com


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Coisas do Futebol: Quando os COMANDADOS não brilham, o COMANDANTE cai.


Não será com Celso Juarez Roth que o Inter prosseguirá sua caminhada em busca do tricampeonato da Libertadores da América. No início da noite desta sexta-feira, a diretoria colorada oficializou a demissão do treinador, após horas de vaivém em informações sobre a continuidade do técnico no Beira-Rio. Ele não resistiu à enorme pressão da torcida. Está encerrado, assim, um processo iniciado ainda em dezembro, com o fracasso no Mundial. Desde lá, Roth esteve na corda bamba. E agora, empurrado pela torcida, pendeu para um lado: a demissão. Paulo Roberto Falcão é o grande favorito para assumir a vaga dele. Dunga também é um nome forte.
É o fim da terceira passagem de Roth pelo Beira-Rio. Em 1997, ele foi campeão gaúcho. Em 2002, participou de um quase-rebaixamento. No ano passado, assumiu o time nas semifinais da Libertadores da América. E foi campeão. Parecia, assim, iniciar um novo ciclo, com um pouco de paz, mas tudo ruiu novamente com a derrota para o Mazembe. Durante quatro meses, Roth correu risco de demissão. Até finalmente cair...
O técnico foi comunicado da demissão no Beira-Rio. A diretoria se reuniu com ele ali e oficializou a decisão. Segundos antes de o vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, aparecer para uma entrevista coletiva, o twitter oficial do clube divulgou que ele não era mais o treinador do time vermelho. O dirigente, em seguida, confirmou que a insatisfação da torcida pesou na decisão.
- Ela não é determinante, porque é muito difícil para o dirigente dirigir o futebol do clube fazendo uma permanente enquete. Uma determinada opinião pode ser ocasional. Temos um acúmulo que vem desde o Campeonato Brasileiro. Ela não é determinante, mas tem que ser considerada. A comunicação tem um papel muito importante. As formas de interação são muito presentes, muito estreitas. Quando falo do torcedor, estendo isso a parte dos dirigentes, a parte dos conselheiros – disse Siegmann.
Roth, pouco depois, deixou o Beira-Rio. Não quis dar entrevistas. Foi seu último ato dez meses depois de chegar ao Inter justamente em meio à disputa da Libertadores, mal sabendo que viveria o avesso da situação um ano depois.
Agora, a torcida aguarda o anúncio do novo nome. Paulo Roberto Falcão é o grande favorito. Dunga corre por fora.
Fonte: Globoesporte.com

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