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Tragédia Gramatical: Seu Creysson do apito: árbitro maltrata a língua portuguesa em súmula

Um árbitro do Rio de Janeiro detonou a língua portuguesa numa súmula de uma competição sub-17. Não é de bom tom divulgar o nome do juiz, mas chama a atenção a quantidade de erros graves. Reza a lenda que até o Seu Creysson ficou espantado. Confira alguns exemplos:

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GABARITO DO TESTE DE GRAMÁTICA 2ª SÉRIE - COLÉGIO EFETIVO

1 - E, 2 - E, 3 - B, 4 - E, 5 - B, 6 - B, 7 - (SEMIDEUS, MICRO-ONDAS, AUTOESTIMA, ULTRASSOM, COIRMÃO, HEROICO) 8 - D, 9 - C, 10 - B

Prof. L.C.Sax

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Gramática: Entenda o Aposto - Termo dá "explicação" na frase

Entenda o que é o aposto, um dos termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise sintática.


A rosa, símbolo da paixão, é uma flor linda. 

Essa oração também poderia ter sido dita da seguinte maneira, mais simples: "A rosa é uma flor linda". Seria fácil analisá-la sintaticamente.

A rosa = sujeito
é = verbo de ligação
uma flor linda = predicativo do sujeito

Temos uma oração completa. Entretanto, ao adicionar "símbolo da paixão" à oração, ganhamos uma "explicação" a mais. É esse o papel do aposto.



Folha Imagem




No famoso "Soneto de Fidelidade", o poeta Vinícius de Moraes refere-se à morte e à solidão da seguinte maneira:




Folha Imagem



O poeta está definindo a morte e a solidão. Na maior parte dos casos, o aposto tem um sentido explicativo. Ele busca dar maior precisão ao termo que o antecede, explicando melhor o que foi dito anteriormente.

Vamos apreciar mais alguns exemplos de aposto.








Todos conhecem Vinícius de Moraes, o poeta.

Cleópatra, a rainha do Egito, era excêntrica.



Note agora um fato interessantíssimo. O aposto simplesmente tem a mesma função do termo que o antecede. Nos exemplos acima, Vinícius de Morais seria objeto direto e rainha do Egito seria sujeito.

Esquematizando:




Todos conhecem Vinícius de Moraes, o poeta.objetoCleópatra, a rainha do Egito, era excêntrica.
sujeito



Vamos conhecer alguns outros tipos específicos de aposto:

Ele pode ser uma enumeração:



Folha Imagem


Pode ser um resumo do que foi dito anteriormente:


Folha Imagem


O aposto também pode ser uma comparação:


Folha Imagem


Como você pode notar, usamos o aposto a todo momento, seja para explicar, enumerar, resumir ou para comparar. E então, gostou do aposto?

Fonte:Educação.uol.com.br

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Dicas de Gramática da Língua Portuguesa: Dúvidas frequentes

1ª) Concordância com PERCENTAGENS
Situação 1 – Sem especificador, o verbo deve concordar com a percentagem”:

“1% FOI DESCONTADO.”
“2% FORAM DESCONTADOS.”

Situação 2 – Com especificador singular, o verbo pode concordar com o

especificador singular:
“2% da população VOTOU(ou VOTARAM).”
“Trinta por cento da fazenda SERÁ OCUPADA (ou SERÃO OCUPADOS).”
“Vinte por cento da água ESTÁ CONTAMINADA (ou ESTÃO CONTAMINADOS).”

Situação 3 – Com especificador plural, o verbo pode concordar com o número ou com o especificador:

“Em torno de 1% dos viciados MORRE (ou MORREM) a cada ano.”
“Quase 90% dos empresários ACHAM que o risco de fraude é
maior.”

Situação 4 – Quando o percentual é antecedido por um determinante, a

concordância é feita com esse determinante:
“Esses 30% da fazenda SERÃO OCUPADOS.”
“Os restantes 15% da produção VÃO SER ARMAZENADOS.”

2ª) MESMO ou MESMA?
a)    MESMO, no sentido de “próprio”, é pronome e deve concordar:

“Adriana prefere os sucos que ela MESMA faz.” (=ela própria)
“Nós MESMOS resolvemos o caso.” (=nós próprios)
“As meninas feriram a si MESMAS.”

b)    MESMO, no sentido de “até, inclusive”, é invariável:

“MESMO a diretoria não resolveu o problema.” (=até a diretoria)
“MESMO os professores erraram aquela questão.” (=inclusive os professores)

3ª) MENOS ou MENAS?
Menas não existe. Use sempre MENOS:

“Vieram MENOS pessoas que o esperado.”
“Isso é de MENOS importância.”

4ª) “Fez tudo À MÃO ou A MÃO”?
Houve época em que eu afirmava que à mão não teria o acento da crase se apresentasse a ideia de “instrumento”. Confesso que sempre pensei assim:

“Se escrevo a lápis (= masculino), também escrevo a caneta (= feminino)”;
“Se o carro é a álcool (= masculino), será também a gasolina (= feminino)”;
“Se matou a tiros (=masculino), também matou a bala (=feminino)”.
Depois de tantas críticas e de muita pesquisa, resolvi mudar de opinião. Os argumentos são fortes. Afinal era muita gente boa contra mim: o grande mestre Adriano da Gama Kury, o professor Luiz Antônio Sacconi, o meu amigo Pasquale Cipro Neto, Eduardo Martins, do Manual do Estadão, e muitos outros mestres, leitores e amigos.
Vejamos o que diz o professor Adriano da Gama Kury:
“Desde tempos antigos da nossa língua se vêm usando com acento no a (ou com dois aa, quando ainda não era generalizado o uso dos acentos) numerosas locuções adverbiais e prepositivas formadas por substantivos femininos, tais como à custa de, à força, à toa, à vela, às pressas, às vezes e tantas mais.
Certos autores, comparando algumas destas locuções com outras formadas de substantivos masculinos, verificam, nestas últimas, a ausência do artigo em muitos casos: a custo, a dedo, a esmo, a prazo, a remo, a troco de etc., e concluem apressadamente que, em vista disso, as locuções com substantivos femininos não devem acentuar-se, uma vez que “não existe artigo”.
(…) Esquecem tais autores que em outras locuções de substantivos masculinos ocorre o artigo: ao lusco-fusco (tal como à tarde), ao redor (tal como à roda, à volta), aos bocados (tal como às carradas)…
Além disso, cumpre levar em conta estes dois fatores que aconselham a utilização do acento no a nas locuções com nomes femininos:
1º) o uso tradicional do acento pelos melhores escritores da nossa língua;
2º) a pronúncia aberta do a, em Portugal, nessas locuções, tal como qualquer a resultante de crase – diferente do timbre fechado do a pronome, artigo ou preposição.
De quanto se expôs acima, deve-se recomendar o uso do acento no a em locuções como as seguintes (adverbiais, prepositivas, conjuncionais):
À beça, à beira de, à cata de, à deriva, à distância, à força, à frente, à luz (=dar à luz), À MÃO, à medida que, à parte, à procura de, à proporção que, à revelia, à tarde, à toa, à última hora, à unha, à vista, à vontade, às avessas, às claras, às ordens, às vezes

Fonte: Prof. Sérgio Nogueira/G1.com

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