RSS

Entenda a diferença entre deficiência intelectual e doença mental

A ONU optou por excluir a expressão "deficiência mental" para evitar a 

confusão e a discriminação destas pessoas, que representam 5% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Publicada em 12 de junho de 2013 - 09:00


Muitos sentem dificuldade para se relacionar compessoas com deficiência intelectual por não saber como se referir a elas ou mesmo compreender quais são as condições que afetam o seu desenvolvimento. Uma das confusões mais comuns é chamar os indivíduos com deficiência de "doentes mentais". Esta noção está arraigada no imaginário popular, mas tem sua base na discriminação que estes sofriam no passado. Os dois problemas, contudo, são completamente diferentes.
A doença mental é, na verdade, umtranstorno psiquiátrico que engloba uma série de alterações que modificam o humor e o comportamento da pessoa, podendo afetar seu desempenho. Tal distúrbio deve ser tratado com psiquiatras e o uso controlado de medicamentos.
Já a deficiência intelectual representa um atraso no desenvolvimento, o que gera dificuldades de aprendizado e na realização de coisas simples do cotidiano. Neste caso, há um comprometimento cognitivo, que ocorre antes dos 18 anos de idade.
"Deficiência mental"
Segundo a educadora Ana Beatriz Araújo, da Apae Salvador, as deficiências intelectual e mental são sinônimas. O último termo, porém, foi banido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004. “São dois termos que querem dizer a mesma coisa. Houve uma mudança de nomenclatura em relação à deficiência intelectual para não confundir com o transtorno mental”, afirma.
A ONU optou por excluir a expressão "deficiência mental" para evitar a confusão e a discriminação destas pessoas, que representam 5% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Características
Segundo descrição da Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AIDD), pessoas com déficit intelectual possuem o Quociente de Inteligência (QI) inferior à média. Elas possuem limitações em ao menos dois tipos de habilidades: comunicação, autocuidado, funções acadêmicas, adaptação social, vida no lar, segurança e saúde, dentre outras.
De acordo com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), quase sempre a deficiência intelectual costuma ser resultado de uma alteração no cérebro causada por condições genéticas. Mas uma pessoa com deficiência também pode ter sofrido com distúrbios na gestação, problemas no parto e até mesmo após o nascimento. Dentre os principais tipos de deficiência intelectual estão as síndromes de Down, X-Frágil, Prader-Willi, Angelman e Williams.


Fonte
: http://www.correio24horas.com.br

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Alguns casos especiais de Concordância Nominal




A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Basicamente, ocupa-se da relação entre nomes.


Casos Particulares


É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido


a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
Exemplos:
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.


b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
Exemplos:
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.



Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite



Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Observe:
Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.



Bastante - Caro - Barato - Longe



Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o nome a que se referem quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais.
Exemplos:
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)


Meio - Meia


a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere.
Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.
Por Exemplo:
A noiva está meio nervosa.



Alerta - Menos

Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis.
Por Exemplo:
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

CONCORDÂNCIA NOMINAL - REGRA GERAL


A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o número (plural ou singular).


Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista.
Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “na” é a junção da preposição “em” com o artigo “a” e, portanto, concorda com o substantivo feminino multidão, ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número (singular).
Vejamos mais exemplos:
Minha casa é extraordinária.
Temos o substantivo “casa”, o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. O adjetivo “extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação), também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular).
Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada:
Dois cavalos fortes venceram a competição.
Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. Os termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Os termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem, de acordo com a norma culta, concordar em gênero e número com o ele.
Nesse caso, o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”.
Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com ele em gênero e número.
Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo).

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

LINGUÍSTICA

O termo “Linguística” pode ser definido como a ciência que estuda os fatos da linguagem. Para que possamos compreender o porquê de ela ser caracterizada como uma ciência, tomemos como exemplo o caso da gramática normativa, uma vez que ela não descreve a língua como realmente se evidencia, mas sim como deve ser materializada pelos falantes, constituída por um conjunto de sinais (as palavras) e por um conjunto de regras, de modo a realizar a combinação desses. 
Assim, a título de reforçarmos ainda mais a ideia abordada, consideremos as palavras de André Martinet, acerca do conceito de Linguística:
“A linguística é o estudo científico da linguagem humana. Diz-se que um estudo é científico quando se baseia na observação dos fatos e se abstém de propor qualquer escolha entre tais fatos, em nome de certos princípios estéticos ou morais. ‘Científico’ opõe-se a ‘prescritivo’. No caso da linguística, importa especialmente insistir no caráter científico e não prescritivo do estudo: como  o objeto desta ciência constitui uma atividade humana, é grande a tentação de abandonar o domínio da observação imparcial para recomendar determinado comportamento, de deixar de notar o que realmente se diz para passar a recomendar o que deve dizer-se”.
MARTINET, André. Elementos de linguística geral. 8 ed. Lisboa: Martins Fontes, 1978.
O fundador destaciência foi Ferdinand de Saussure, um linguista suíço cujas contribuições em muito auxiliaram para o caráter autônomo adquirido por essa ciência de estudo. Assim, antes de retratá-las, constatemos um pouco mais acerca de seus dados biográficos:
Ferdinand de Saussure nasceu em 26 de novembro de 1857 em Genebra, Suíça. Por incentivo de um amigo da família e filólogo, Adolphe Pictet, deu início aos seus estudos linguísticos. Estudou Química e Física, mas continuou fazendo cursos de gramática grega e latina, quando se convenceu de que sua carreira estava voltada mesmo para tais estudos, ingressou-se na Sociedade Linguística de Paris. Em Leipzig estudou línguas europeias, e aos vinte e um anos publicou uma dissertação sobre o sistema primitivo das vogais nas línguas indo-europeias, defendendo, posteriormente, sua tese de doutorado sobre o uso do caso genitivo em sânscrito, na cidade de Berlim. Retornando a Paris passou a ensinar sânscrito, gótico e alemão e filologia indo-europeia. Retornando a Genebra continuou a lecionar novamente sânscrito e linguística histórica em geral.
Na Universidade de Genebra, entre os anos de 1907 e 1910, Saussure ministrou três cursos sobre linguística, e em 1916, três anos após sua morte, Charles Bally e Albert Sechehaye, alunos dele, compilaram todas as informações que tinham aprendido e editaram o chamado Curso de Linguística Geral – livro no qual ele apresenta distintos conceitos que serviram de sustentáculo para o desenvolvimento da linguística moderna.  
Entre tais conceitos, tornam-se passível de menção alguns deles, tais como as dicotomias:
Língua X Fala
Esse grande mestre suíço aponta que entre dois elementos há uma diferença que os demarca: enquanto a língua é concebida como um conjunto de valores que se opõem uns aos outros e que está inserida na mente humana como um produto social, razão pela qual é homogênea, a fala é considerada como um ato individual, pertencendo a cada indivíduo que a utiliza. Sendo, portanto, sujeita a fatores externos.   
Significante X Significado
Para Saussure, o signo linguístico se compõe de duas faces básicas: a do significado – relativo ao conceito, isto é, à imagem acústica, e a do significante – caracterizado pela realização material de tal conceito, por meio dos fonemas e letras. Falando em signo, torna-se relevante dizer acerca do caráter arbitrário que o nutre, pois, sob a visão saussuriana, nada existe no conceito que o leve a ser denominado pela sequência de fonemas, como é o caso da palavra casa, por exemplo, e de tantas outras. Fato esses que bem se comprova pelas diferenças existentes entre as línguas, visto que um mesmo significado é representado por significantes distintos, como é ocaso da palavra cachorro (em português); dog(inglês); perro (espanhol); chien (francês) e cane (italiano). 
Sintagma X Paradigma
Na visão de Saussure, o sintagma é a combinação de formas mínimas numa unidade linguística superior, ou seja, a sequência de fonemas se desenvolve numa cadeia, em que um sucede ao outro, e dois fonemas não podem ocupar o mesmo lugar nessa cadeia. Enquanto que o paradigma para ele se constitui de um conjunto de elementos similares, os quais se associam na memória, formando conjuntos relacionados ao significado (campo semântico). Como o autor mesmo afirma, é o banco de reservas da língua. 
Sincronia X Diacronia
Saussure, por meio dessa relação dicotômica retratou a existência de uma visão sincrônica – o estudo descritivo da linguística em contraste à visão diacrônica - estudo da linguística histórica, materializado pela mudança dos signos ao longo do tempo. Tal afirmação, dita em outras palavras, trata-se de um estudo da linguagem a partir de um dado ponto do tempo (visão sincrônica), levando-se em consideração as transformações decorridas mediante as sucessões históricas (visão diacrônica), como é o caso da palavra vosmecê, você, ocê, cê, vc...
Mediante os postulados aqui expostos, cabe ainda ressaltar que a linguística não se afirma como uma ciência isolada, haja vista que se relaciona com outras áreas do conhecimento humano, tendo por base os conceitos dessas. Por essa razão, pode-se dizer que ela assim subdivide:
* Psicolinguística – trata-se da parte da linguística que compreende as relações entre linguagem e pensamentos humanos.
* Linguística aplicada – revela-se como a parte dessa ciência que aplica os conceitos linguísticos no aperfeiçoamento da comunicação humana, como é o caso do ensino das diferentes línguas.
* Sociolinguística – considerada a parte da linguística que trata das relações existentes entre fatos linguísticos e fatos sociais.

Fonte: ww.brasilescola.com

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

NEOLOGISMOS

Os neologismos estão presentes nos bate-papos pela internet!


O próprio significado da palavra neologismo o define: nova palavra. Os neologismos são muito comuns na mídia e também com os recém-chegados como, por exemplo, a internet. Nesta, encontramos vários termos que acabaram se tornando cotidianos em nosso vocabular: deletar, printar, escanear, mouse, site e etc. 

Esses termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular momentânea, transitória ou permanente. 
Momentânea: surge bruscamente em um diálogo entre amigos. Pode até ter uma repercussão maior, mas acaba sendo esquecida com o tempo: somatoriar. 

Transitória: aparece em um determinado grupo e se espalha para os demais. Pode tanto ser esquecida, como pode se tornar parte do vocabulário da língua: mensalão. 

Permanente: surge rapidamente, mas por ser muito utilizada, acaba por se estabelecer de vez no idioma e se tornar parte do léxico: deletar. 

Geralmente, os neologismos são criados a partir de processos que já existem na língua: justaposição, prefixação, aglutinação e sufixação. 

Podemos dizer que neologismo é toda palavra que não existia e passou a existir, independente do tempo de vida. 

Pode ser ainda a aquisição de palavras pertencentes à outra língua, como em alguns dos termos na informática, já citados acima. Ainda pode ser um novo sentido que damos a termos já existentes, como por exemplo, a palavra burro, que ganhou novo significado: pessoa que não é inteligente! 

O neologismo está presente na representação de sons (puf!, Vrum!, miar, piar, tibum, chuá, cataplaft, etc) e na linguagem do msn (blz, flw, t+, qq, vc, ker, abc, xau, bju, etc). 

Nesta última, até mesmo os próprios símbolos são neologismos, uma vez que estes representam a linguagem não verbal e são considerados como parte da língua: =) (feliz), =( (triste). 

Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos, pois a língua é viva e apresenta muitas possibilidades de transformações, inovações. 

Um exemplo muito citado de neologismo está no poema de Manuel Bandeira que possui este mesmo título: 

Beijo pouco, falo menos ainda. 
Mas invento palavras 
Que traduzem a ternura mais funda 
E mais cotidiana. 
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. 
Intransitivo: 
Teadoro, Teodora.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Descomplicando a Língua Portuguesa: O uso dos PORQUÊS.

O uso dos porquês
O uso dos porquês
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.

Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:

Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinidoque, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:

Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)

Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.

Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)

Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.


Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

Porque

É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.

Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)

Porquê

É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

DESCOMPLICANDO O PORTUGUÊS - PARTE II

PREPOSIÇÃO

Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.
Exemplos:
Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
...[amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição]
...[de: preposição]
Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.
...[esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição]
...[com: preposição]
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado antecedente - é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado conseqüente – é o temo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
A hora das refeições é sagrada.
...[hora das refeições: elementos ligados por preposição]
...[de + as = das: preposição]
...[hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"]
...[refeições: termo conseqüente = é regido pela construção "hora da"]
Alguém passou por aqui.
...[passou por aqui: elementos ligados por preposição]
...[por: preposição]
...[passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"]
...[aqui: termo conseqüente = é regido pela construção "passou por"]
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se liga. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde (ex.: de + o = do; por + a = pela; em + um = num, etc.).
É importante conhecer essas outras particularidades da preposição:

Uso da Preposição

Algumas particularidades no uso das preposições:
1. O sujeito das orações reduzidas de infinitivo não deve vir contraído com uma preposição.
Exemplo:
A maneira dele estudar não é correta. [Inadequado]
A maneira de ele estudar não é correta. [Adequado]
A maneira de nós estudarmos não é correta. [Adequado]
2. A preposição "a" não deve ser utilizada após a preposição "perante".
Exemplo:
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante a todos. [Inadequado]
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante todos. [Adequado]
3. Do mesmo modo, não podemos utilizar a preposição "a" depois da preposição "após".
Exemplos:
Todos nos reunimos após à reunião. [Inadequado]
Todos nos reunimos após a reunião. [Adequado]
O retorno dos alunos após ao intervalo é sempre tumultuado. [Inadequado]
O retorno dos alunos após o intervalo é sempre tumultuado. [Adequado]
4. A preposição "desde" não admite em sua seqüência a preposição "de".
Exemplo:
Estamos esperando aqui desde das 12 h. [Inadequado]
Estamos esperando aqui desde as 12 h. [Adequado]
5. Em vez de utilizar a preposição "após" antes de verbos no particípio, prefira a locução "depois de".
Exemplo:
O aluno partiu após difundida a notícia. [Inadequado]
O aluno partiu depois de difundida a notícia. [Adequado]

Omissão das preposições

Antes de alguns advérbios de tempo, modo e lugar, a preposição pode ou não ser omitida.
Exemplos:
Chegarão domingo. [Adequado]
Chegarão no domingo. [Adequado]
O filho, cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado]
O filho, de cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado]

A crase e as preposições

A crase não deve ser empregada junto a algumas preposições.
Dois casos, no entanto, devem ser observados quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposições "a" e "até" empregadas antes de palavra feminina. Essas únicas exceções se devem ao fato de ambas indicarem, além de outras, a noção de movimento. Por isso, com relação à preposição "a" torna-se obrigatório o emprego da crase, já que haverá a fusão entre a preposição "a" e o artigo "a" (ou a simples possibilidade de emprego desse artigo). Já a preposição "até" admitirá a crase somente se a idéia expressa apontar para movimento.
Exemplos:
A entrada será permitida mediante à entrega da passagem. [Inadequado]
A entrada será permitida mediante a entrega da passagem. [Adequado]
Desde à assembléia os operários clamavam por greve. [Inadequado]
Desde a assembléia os operários clamavam por greve. [Adequado]
Os médicos eram chamados a sala de cirurgia. [Inadequado]
Os médicos eram chamados à sala de cirurgia. [Adequado]
...[termo regente: chamar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
...[termo regido: (a) sala / "a" = artigo]
...[sala: palavra feminina]
Os escravos eram levados vagarosamente até a senzala.
Os escravos eram levados vagarosamente até à senzala.
...[termo regente: levar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
...[termo regido: (a) senzala / "a" = artigo]
...[senzala: palavra feminina]
Observe que não foi apontado no exemplo (4) o uso inadequado e adequado das ocorrências de crase. Isso se dá porque atualmente no Brasil o emprego da crase diante da preposição "até" é facultativo.
Uso das locuções prepositivas
Certas construções da língua portuguesa constituem casos em que determinados termos se combinam de tal forma que não é permitida a variação seja qual for o contexto em que estão inseridas. Normalmente, trata-se de locuções (conjunto de palavras que formam uma unidade expressiva).
As locuções prepositivas são elementos que não variam em gênero (feminino ou masculino) e número (singular ou plural). São, por isso, expressões fixas na língua portuguesa. A forma fixa dessas locuções, porém, não se resume à variação de gênero e número. No decorrer da história da língua portuguesa, determinadas formas se consagraram. Muitos gramáticos postulam a adequação de uma forma e não outra para a língua escrita. Por isso, o emprego inadequado dessas construções configura-se um problema de linguagem.
Vejamos alguns exemplos freqüentes de uso inadequado de locuções prepositivas:
Exemplos:
A nível de experiência, tudo é válido. [Inadequado]
Em nível de experiência, tudo é válido. [Adequado]
Eles estavam em vias de cometer uma loucura. [Inadequado]
Eles estavam em via de cometer uma loucura. [Adequado]
A seguir, alguns exemplos de locuções em uso inadequado:
EMPREGO INADEQUADO    EMPREGO ADEQUADO
a nível de                                                em nível de
à medida em que                                na medida em que
ao mesmo tempo que                    ao mesmo tempo em que
apesar que                                            apesar de que
de modo a                                               de modo que
a longo prazo                                         em longo prazo
em vias de                                                 em via de
ao ponto de                                               a ponto de
de vez que                                          uma vez que / portanto

Note que o uso corrente das inadequações promove substituição ou supressão das preposições que compõem a expressão.
Além disso, é importante ressaltar que, embora estejamos nos referindo apenas às locuções prepositivas, o mesmo princípio pode ser aplicado às locuções conjuncionais ou locuções adverbiais. Vejamos, por exemplo, um caso em que a inadequação recai sobre uma locução adverbial:
Os amigos, na surdina, combinavam sobre tua festa. [Inadequado]
Os amigos, à surdina, combinavam sobre tua festa. [Adequado]
A regência e o uso de preposições
Na construção de uma unidade significativa, algumas palavras exigem o acompanhamento de outros elementos da língua. Essa relação de dependência com vistas à formação de um significado é chamada regência.
A regência pode ser direta, quando a relação de dependência é imediata, ou indireta, quando ela é intermediada por outros elementos da língua, como as preposições. A regência do substantivo sobre o adjetivo (como em "a menina bonita"), ou do verbo transitivo direto sobre seu complemento (ex.: "Maria ama Pedro") se dá de forma direta, enquanto a regência do substantivo sobre outro substantivo (como em "a filha de Maria") ou de um verbo transitivo indireto sobre seu complemento (ex.: "Maria gosta de Pedro") se faz necessariamente por meio de uma preposição.
Nos casos de regência indireta, é preciso observar que nem todas as preposições podem desempenhar o papel de ligar o regente ao regido. Além disso, o uso de uma ou outra preposição pode provocar alterações de significado bastante consideráveis (ex.: "ir para casa", "ir de casa", "ir na casa", etc.). Por isso, é preciso estar atento para o conjunto de preposições exigidas pelo regente, e para as implicações do seu uso.
A seguir alguns verbos da língua portuguesa que envolvem problemas freqüentes quanto à regência:

CONSTRUÇÃO INADEQUADA CONSTRUÇÃO ADEQUADA

estar de (greve) estar em (greve)
namorar com namorar
arrasar com arrasar
repetir de (ano) repetir o (ano)

Exemplos:
Suzana continuava a dizer que namorava com Mário. [Inadequado]
Suzana continuava a dizer que namorava Mário. [Adequado]
Meus pais não suportariam se eu repetisse de ano! [Inadequado]
Meus pais não suportariam se eu repetisse o ano! [Adequado]

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Quando e como podar árvores?


Resumo

Podar as árvores do jardim para que elas cresçam frondosas, não fiquem presas na rede elétrica, não interfiram na circulação nem destruam telhados exige técnicas apropriadas. E há uma época adequada para não afetar o crescimento. A poda de árvores nas calçadas e em outros espaços públicos é responsabilidade da administração pública, não dos moradores, que podem ser multados se decidirem cortá-las sem autorização. Saiba quais são as recomendações para podar as árvores do seu jardim. 


Passos


1

Saiba qual é a espécie da árvore que você pretende podar. 
Cada espécie tem um ciclo de vida e uma função específicos. 
Identifique se é uma árvore ornamental ou frutífera.

2

Defina o tipo de poda de que a árvore precisa.
  • Poda de formação: é realizada quando a árvore é jovem para a copa atingir cerca de dois metros de altura. 
    Mantenha os três galhos mais fortes e eqüidistantes que partem do tronco principal e retire os restantes. 
    Imagine que a árvore deve ficar como uma mão que sustenta uma bandeja na ponta dos dedos.
  • Poda sanitária: é uma tarefa de manutenção. 
    Extraia todo material vegetal morto ou danificado, como galhos secos, podres, quebrados ou mal desenvolvidos, raízes deformadas, etc. 
    Lembre-se de que a estrutura principal da árvore será composta pelos três galhos escolhidos anteriormente. Você deve conservar apenas os galhos que crescerem deles na direção exterior da árvore. Isso favorecerá a entrada de ar e sol, necessários para a fotossíntese.
  • Poda incentivadora da floração e frutificação: quando a árvore já tiver com forma (de mão sustentando uma bandeja), selecione as gemas (olhos) que você acha que terão uma boa floração. 
    Retire os brotos ou vergônteas menos fortes. Assim, toda a produção da planta se concentrará nas gemas escolhidas, aumentando o tamanho das flores ou dos frutos.

3


Muitas árvores devem ser podadas no final do inverno, antes da brotação. 
Nesta época, a árvore tem suas reservas de alimentos altas, o que é essencial para gerar um sistema de defesa. Mas o melhor é se informar sobre qual é o período ideal de poda para cada tipo de árvore.

4


Não se deve podar mais de 30% do volume total da copa da árvore de uma vez. 
Uma poda exagerada pode prejudicar a árvore e fazer com que ela morra. Tudo o que for feito na copa pode interferir nas raízes e vice-versa.

5


Escolha as ferramentas adequadas para os diferentes tipos de corte. 
Você precisará de tesouras de mão, tesouras de maior alcance para galhos mais altos, serrotes, serrotes em arco e motosserra.

6

Suas ferramentas precisam estar bem afiadas e limpas, para evitar que uma planta doente contagie a outra.

7


Tome todas as medidas preventivas para evitar acidentes. 
Use arnês, luvas, capacete protetor com óculos, cordas resistentes, escada, andaimes ou cestas hidráulicas.

Importante

  • Antes de fazer uma poda, informe-se sobre as normas da sua cidade. Para árvores de grande porte, o melhor é contratar um serviço especializado, com experiência, ferramentas e estrutura adequadas. 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

DESCOMPLICANDO O PORTUGUÊS

USO DE PARTICÍPIO
O particípio é uma das formas nominais dos verbos. Ele, normalmente, indica uma ação concluída, como em: Terminado o show, jantamos.
Há duas formas de particípio: regular e irregular.
A forma regular é obtida pelo acréscimo da desinência -ado nos verbos de primeira conjugação e da desinência -ido nos verbos de segunda e terceira conjugações.
Ex.: preparar - preparado
tecer - tecido
fugir - fugido
Já o particípio irregular, como o nome sugere, não está marcado por uma desinência, mas diferentes desinências, não fornecendo, propriamente, um padrão. Isso quer dizer que dependerá de nosso vocabulário para conhecermos tais particípios. Alguns dos mais importantes seriam:
INFINITIVO
PARTICÍPIO
Abrir
Aberto
Circunscrever
Circunscrito
Cobrir
Coberto
Descrever
Descrito
Dizer
Dito
Escrever
Escrito
Fazer
Feito
Ganhar
Ganho
Gastar
Gasto
Inscrever
Inscrito
Pagar
Pago
por
posto
Proscrever
Proscrito
Recobrir
Recoberto
Subscrever
Subscrito
Transcrever
transcrito

Como vemos, não há um problema real na existência do particípio irregular nos casos acima já que se trata de uma única possibilidade. O problema se instala quando um verbo possui as duas formas de particípio, como nos seguintes exemplos:
INFINITIVO
PARTICIPIO
REGULAR
PARTICÍPIO IRREGULAR
Aceitar
Aceitado
Aceito
Acender
Acendido
Aceso
Benzer
Benzido
Bento
Concluir
Concluído
Concluso
Defender
Defendido
Defeso
Eleger
Elegido
Eleito
Emergir
Emergido
Emerso
Entregar
Entregado
Entregue
Envolver
Envolvido
Envolto
Enxugar
Enxugado
Enxuto
Erigir
Erigido
Ereto
Espargir
Espargido
Esparso
Exaurir
Exaurido
Exausto
Expressar
Expressado
Expresso
Exprimir
Exprimido
Expresso
Expulsar
Expulsado
Expulso
Extinguir
Extinguido
Extinto
Findar
Findado
Findo
Frigir
Frigido
Frito
Fritar
Fritado
Frito
Imprimir
Imprimido
Impresso
Incorrer
Incorrido
Incurso
Inserir
Inserido
Inserto
Isentar
Isentado
Isento
Limpar
Limpado
Limpo
Matar
Matado
Morto
Ocultar
Ocultado
Oculto
Pegar
Pegado
Pego
Prender
Prendido
Preso
Romper
Rompido
Roto
Salvar
Salvado
Salvo
Segurar
Segurado
Seguro
Soltar
Soltado
Solto
Sujeitar
Sujeitado
Sujeito
Surgir
Surgido
Surto
Suspender
Suspendido
Suspenso
Tingir
Tingido
tinto
   

A questão que nos fica a partir de uma lista como essa é a de quando usar uma forma ou outra. Ora, não é tão complicado como parece. É só lembrar dois pares de verbos:ser/estar e ter/haver.
Com ser ou estar, usa-se a forma irregular.
Ex.: Isto foi feito por mim.
Ele é eleito pela maioria.
Nós estamos sujeitos à gripe.
Ninguém estará suspenso das atividades.

Com ter ou haver, usa-se a forma regular.
Ex.: Sua prima havia pegado as fotos antes de nós.
O povo tinha elegido o candidato com euforia.
O governo terá fritado o ministro até a próxima semana.
Havíamos findado o trabalho quando ele nos chamou.
OBSERVAÇÃO
1.Embora se use, habitualmente, somente a forma irregular do verbo pegar (pego), a forma regular "pegado" não é erro e pode ser usada normalmente com ter e haver.
2. Não existe a forma irregular para o particípio do verbo chegar (chego). Só há a forma regular: "chegado".

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS