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Redação...Que tipo de texto é este: Dissertativo, Narrativo ou Descritivo?

QUE TIME É MELHOR?

Temos visto nesta Copa do Mundo alguns exemplos de seleções que investiram em jogadores mais velhos e outras que deram preferência aos atletas mais novos. Cada etapa da nossa vida nos dá qualidades que nos tornam atraentes de alguma forma para nossos empregadores. Quando jovens, possuímos vigor, disposição e fácil adaptação. Quando mais velhos, já passamos por tantas coisas que a experiência nos dá um quê de sabedoria fundamental para alguns aspectos da vida.
No futebol isso é bem visível, por se tratar de um esporte que exige do atleta ao mesmo tempo o vigor para correr atrás da bola e a experiência necessária para fazer as melhores jogadas. Po rém, se olharmos separadamente dois exemplos opostos de seleções que fizeram esse tipo de escolha, observaremos que a eficácia disso pode não ser tão boa assim. A Alemanha, por exemplo, optou por jogadores bem no vos que, num primeiro mo mento demonstrou grande disposição para vencer e de cara ga nhou de quatro a zero contra a Austrália. Porém, apesar de ser uma boa seleção, logo em seguida perdeu da Sérvia e ganhou de Gana com pouquíssima diferença!
O oposto também aconteceu. Uma seleção que escolheu jogadores mais velhos foi a Itália. E vejam que engraçado! Estamos falando de uma seleção tetracampeã e que foi vergonhosamente desclassificada, com jogos contra seleções que não possuem visibilidade alguma, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia. Sem contar a França, que dispensa comentários, que entrou no mundial pensando que já estavam prontos para a final e não chegou às oitavas, como o time italiano.
Na minha opinião, o grande erro dessas seleções é a concentração num único tipo de profissional. O equilíbrio é fundamental e, nesses casos, não houve nenhum comedimento. O ideal é possuir jogadores jovens em posições de ataque, e jogadores experientes mais velhos onde as posições que não exigem tanto esforço físico, mas sim mental. Sim, futebol também é estratégia e não só força física, como pensavam os times africanos.
E é aí que eu entro nessa história. Até agora vocês devem estar se perguntando por que um headhunter se mete a falar de futebol. A resposta é simples! No mundo corporativo possuímos equipes de trabalho, que necessitam de uma formação muito semelhante à do futebol. Numa equipe são necessários profissionais mais experientes, que possuem excelente visão estratégica e que conhecem o mercado de trabalho como a palma de suas mãos. São necessários também profissionais mais jovens, que têm disposição para ir em busca de coisas que exigem um pouco mais de “cara de pau” e movimentação. A equipe também precisa daqueles que fazem o básico, e daqueles que fazem o além. E é nisso que as situações se assemelham.
Uma empresa composta em sua maioria por jovens profissionais pode até dar certo, mas ela, certamente, não alcançará tanto mercado quanto poderia alcançar caso tivesse alguns profissionais mais velhos em seu corpo funcional, principalmente, se fosse em posições mais estratégicas. O mesmo ocorre com empresas que possuem grande parte de seus funcionários com idade mais avançadas. O perigo, nesses casos, é da obsolescência. Experiência é bom, desde que seja acompanhada por atualizações constantes.
Assim como no mundo corporativo, aposto nas seleções que possuem um misto de perfis profissionais. Acredito que a chance delas vingarem é maior do que aquelas que se restringem a idades ou personalidades de um único tipo. Na minha empresa, por exemplo, existem profissionais de todas as idades. Cada um no seu cada qual. A única coisa que faço questão é que estejam de acordo com nossos valores, que sejam competentes e que entendam que nossos clientes sempre deverão ser tratados de forma especial. De resto, espero que eles sejam o mais diferentes entre si possível, pois são as diferenças que compõem as melhores ideias e os melhores trabalhos.

Prof. L.C.Sax

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